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Fisioterapia no Trismo Após o Câncer de Cabeça e Pescoço

Atualizado: 31 de mar. de 2021


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Os tumores de cabeça e pescoço têm vários locais de origem e tipos histológicos, sendo os locais mais comuns cavidade oral, nasofaringe, orofaringe, hipofaringe, laringe, tireóide, sendo mais raros nas fossas nasais e seios paranasais. A maior parte dos cânceres ocorre com maior freqüência no sexo masculino e nas faixas etárias acima de 50 anos.

A forma de tratamento para o câncer de cabeça e pescoço, tradicionalmente, envolve a cirurgia e atualmente, este procedimento tem sido combinado com a radioterapia. Muitos dos pacientes que apresentam câncer de cabeça e pescoço são submetidos a altas doses de radioterapia, em extensos campos de radiação que irão incluir a cavidade bucal, maxila, mandíbula e glândulas salivares. Desta forma, está associada a diversas reações adversas.

O Trismo, uma das principais complicações da radioterapia, é descrito como uma patologia da musculatura mastigatória e resulta em uma contração persistente dos músculos masseter e pterigóideos medial e lateral, dificultando a abertura da boca.

O trismo em pacientes oncológicos vem aumentando sua prevalência ao longo dos anos, e mostra-se presente em 2% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço devido ao crescimento tumoral, pode ainda ser induzido pelo tratamento cirúrgico ou radioterápico em aproximadamente 8% dos pacientes.

O trismo, decorrente de invasão tumoral, ocorre quando há invasão nos músculos elevadores da mandíbula: temporal, masseter e pterigóide medial ou em estruturas da articulação temporomandibular, ou ainda, decorrente do espasmo muscular reflexo. Além disto, pode afetar as estruturas ósseas (mandíbula), devido a alterações nos vasos sangüíneos, podendo acarretar infecções e osteorradionecrose.

As ressecções de tumores da cavidade oral também podem acarretar seqüelas como trismo, particularmente as cirurgias de mandíbula ou maxila, devido às restrições de seu movimento. O trauma pós-cirúrgico pode levar à fibrose cicatricial, hematoma, abcesso e fraqueza dos músculos pterigóideo lateral, digástrico, milohióideo, geniohiódeo e infra-hióideos.

O trismo pode expor o paciente a dificuldades importantes em todas as funções que incluem a mandíbula, destacando-se a dificuldade na alimentação e mastigação que, em algumas situações, chega a alterar o estado nutricional; distúrbios de fala; impossibilidade de higiene oral adequada; transtornos no tratamento dentário, afetando sobremaneira a qualidade de vida dos pacientes.

As modalidades para o tratamento da limitação mandibular incluem a cirurgia, a farmacoterapia (analgésicos e relaxantes musculares) e a fisioterapia. Cada modalidade pode ser aplicada individualmente ou em diferentes combinações.

A fisioterapia atua nos primeiros dias após o começo da radioterapia visando fornecer uma melhor qualidade de vida para esses pacientes. A reabilitação deve ser um processo dinâmico, começando o mais cedo possível de forma preventiva ou após o diagnóstico, e continuada por todo tempo durante a doença e seu tratamento. Os recursos fisioterapêuticos utilizados para o tratamento do trismo incluem massagem facial, massagem intraoral, cinesioterapia ativa e resistida, exercícios de propriocepção e exercícios com dispositivos para abrir a boca. Os recursos da fisioterapia para o tratamento desta sequela objetivam a melhora dos sintomas, contribuindo desta forma na melhoria da qualidade de vida destes pacientes. Fonte: SHULMAN, D. H. et al. 2008; DIJKSTRA, P. U.et al, 2004; YEH, S. et al. 2005

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