Câncer de Pulmão

O câncer de pulmão pode ser tratado com quimioterapia, associada ou não à cirurgia. A fisioterapia tem um importante papel na prevenção e/ou tratamentos das possíveis complicações do tratamento clínico e cirúrgico objetivando manter vias aéreas pérvias e livres de atelectasias, otimizando a ventilação pulmonar, evitando o  imobilismo no leito, e mantendo amplitude articular, oferecendo ao paciente uma melhor qualidade de vida. 

O câncer de pulmão tem uma alta incidência no Brasil. São esperados para 2014, 16.400 novos casos deste tipo de câncer em homens e 10.030 em mulheres. O câncer de pulmão pode ser assintomático. Porém quando sintomático, representa mau prognóstico, e destacam-se os seguintes sinais e sintomas: tosse com secreção, hemoptise, sibilo localizado, dispnéia, atelectasia, rouquidão, dor torácica, derrame pleural, pneumotórax, dores, parestesias, hipotrofias – variando de acordo com o grau e área de acometimento.

◼︎ PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES
SUGESTÕES DE TRATAMENTO

No gráfico abaixo é possível visualizar as sugestões de tratamento fisioterápico para cada uma das principais complicações.

Clique na complicação abaixo (cor escura) para ver mais informações e detalhes dos tratamentos.

Fisioterapia Respiratória
Reexpanasão Pulmonar
Exercícios
Reexpanasão Pulmonar
Fisioterapia Pré e Pós-operatória
Oxigenoterapia
Exercícios
Respiratórios

Diversas patologias podem evoluir para a tosse. Nos pacientes com câncer a Tosse pode ser acompanhada de rouquidão, secreção pulmonar ou ainda presença de sangue no escarro. A Tosse pode ser classificada em seca ou irritativa (ausência de secreção nas vias aéreas) ou úmida (com secreção), sendo que esta pode ainda ser subdividida em Produtiva (quando o paciente consegue mobilizar e eliminar a secreção através da expectoração ou deglutição) e Improdutiva (existência de secreção nas vias aéreas mas o paciente não consegue eliminar).

TOSSE ◼︎
Linfedema Face
 
TRATAMENTOS  TOSSE
Linfedema Face Compressao
Fisioterapia Respiratória

A Fisioterapia dispõe de recursos manuais e mecânicos para o tratamento da tosse: Manobras de higiene brônquica: drenagem postural; percussão; vibração manual; vibrocompressão; aceleração do fluxo expiratório (AFE); terapia expiratória manual passiva (TEMP); tosse assistida; aspiração traqueobrônquica; ZEEP (Zero End Expiratory Pressure); recrutamento alveolar.

A dispneia “falta de ar” é uma condição vivenciada pela maioria dos pacientes diagnosticados com câncer de pulmão, principalmente naqueles em que o câncer encontra-se avançado. O paciente com dispneia apresentará uma respiração desconfortável com uma falta de ar leve, moderada ou intensa. Nos pacientes com câncer, a dispneia pode ser provocada pelo próprio tumor que pode estar causando alguma obstrução. A ansiedade dos pacientes também pode provocar a dispneia. Outras causas incluem: broncoespasmo, hipoxemia, derrame pleural, pneumonias, anemias, estresse e processos inflamatórios.

DISPNEIA ◼︎
Lesao Nervo Acessorio
 
TRATAMENTOS  DISPNEIA
Lesao Nervo Acessorio Exercício
Exercícios Respiratórios

Exercícios de controle da respiração auxiliam o paciente no momento da crise de dispneia, principalmente aliviando a ansiedade. É importante orientar quanto ao gasto energético, para que se diminua a demanda metabólica. Técnicas de relaxamento são benéficas no controle da ansiedade e dos aspectos emocionais relacionados à dispneia. Alongamentos da musculatura respiratória aliviam a tensão muscular ocasionada pelo desconforto respiratório.

Oxigenoterapia

Quando ocorre a queda da saturação para menos de 85% em ar ambiente, durante o repouso, a oxigenoterapia é indicada, podendo se valer de recursos como ventilação não-invasiva por pressão positiva intermitente (VNPPI), CPAP (pressão positiva contínua) ou BiPAP (pressão positiva com níveis alternados).

ATELECTASIA ◼︎

A Atelectasia é uma complicação bastante comum em pacientes acamados e principalmente nos pacientes com câncer de pulmão,   caracteriza-se  pelo fechamento parcial ou total dos alvéolos, como resultado da diminuição da capacidade funcional residual, da respiração superficial e dos movimentos ativos e mudanças de decúbito. A atelectasia pode levar a hipoxemia e ao aumento de secreção, e pode ser prevenida com mudanças de decúbitos, incentivo da atividade voluntária e aumento da profundidade da respiração.

CabecaPescoco-Trismo
 
TRATAMENTOS  ATELECTASIA
Trismo Massagem Masseter
Reexpansão pulmonar

O tratamento fisioterápico dependerá da avaliação do paciente, e principalmente da ausculta pulmonar. A fisioterapia respiratória é essencial no tratamento do quadro de atelectasia, utilizando-se de técnicas e manobras eficazes de expansão pulmonar.  A expansão pulmonar consiste na dilatação volumétrica dos pulmões, isto ocorre em cada inspiração à medida que o fluxo aéreo entra nas vias aéreas, e insufla os pulmões. A reexpansão pulmonar é realizada manual e/ou mecanicamente em áreas ou zonas pulmonares que não estejam dilatando fisiologicamente. Exemplos de técnicas de reexpansão pulmonar: manobras de compressão e descompressão torácica, manobras de redirecionamento de fluxo, padrões ventilatórios, inspirômetros de incentivo, VNI (Ventilação não invasiva), EPAP (Pressão Positiva Expiratória nas Vias Aérea), CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas).

O Derrame Pleural Maligno pode aparecer em aproximadamente 7% dos pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão. Por definição, derrame pleural maligno é aquele no qual se detecta a presença de células neoplásicas malignas no líquido pleural ou na pleura parietal. Estes derrames pleurais são exsudatos sero-sanguinolentos e são, comumente, associados com adenocarcinomas. Nem todos os derrames pleurais, em pacientes com neoplasia de pulmão, são devidos a metástases pleurais, outras causas são: obstrução linfática, pneumonite pós-obstrutiva ou atelectasia e infarto pulmonar. A Fisioterapia pode contribuir com manobras e técnicas específicas que facilitem a reexpansão pulmonar e diminuam os sintomas do Derrame Pleural.

DERRAME PLEURAL MALIGNO ◼︎
Cabeca Pescoco Paralisia Facial
 
TRATAMENTOS  DERRAME PLEURAL MALIGNO
Linfedema Face Mimica Facial
Reexpansão pulmonar

As técnicas de reexpansão pulmonar têm uma fundamentação teórica consistente quando se trata de sua aplicação em pacientes acometidos por derrame pleural, já que ocorre um aumento no líquido pleural fazendo com que diminua a expansibilidade dos pulmões e, algumas vezes, até mesmo da caixa torácica, causando assim, uma diminuição na ventilação dos alvéolos, ou seja, uma hipoventilação alveolar.

O tratamento fisioterápico dependerá da avaliação do paciente, e principalmente da ausculta pulmonar. A fisioterapia respiratória é essencial no tratamento no quadro do Derrame Pleural Maligno, utilizando-se técnicas e manobras eficazes de expansão pulmonar.  A expansão pulmonar consiste na dilatação volumétrica dos pulmões, isto ocorre em cada inspiração, à medida que o fluxo aéreo entra nas vias aéreas e insufla os pulmões. A reexpansão pulmonar é realizada manual e/ou mecanicamente em áreas ou zonas pulmonares que não estejam dilatando fisiologicamente. Exemplos de técnicas de reexpansão pulmonar: manobras de compressão e descompressão torácica, manobras de redirecionamento de fluxo, padrões ventilatórios, inspirômetros de incentivo, VNI (Ventilação não invasiva), EPAP (Pressão Positiva Expiratória nas Vias Aérea), CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas). 

SÍNDROME DE PANCOAST ◼︎

A Síndrome de Pancoast é causada por carcinoma de não pequenas células localizado no sulco pulmonar superior. Os principais sinais e sintomas são dor neuropática com perda de força em ombro e braço, ao longo da distribuição do oitavo nervo cervical e atrofia dos músculos da mão. Com o aumento da lesão o canal espinhal e a medula também poderão ser acometidos. A dor pode se irradiar até a região de cabeça e pescoço ou no sentido descendente na região medial da escápula, axila, parte anterior do tórax ou membro homolateral e as vezes em longo da distribuição do nervo ulnar.

Cabeca Pescoco Mucosite
 
TRATAMENTOS  SÍNDROME DE PANCOAST
Mucosite Laser
Fisioterapia pré e pós operatória

Quando a indicação para a Síndrome de Pancoast é cirúrgica, a Fisioterapia deve atuar desde a fase pré operatória com orientações, profilaxia respiratória, circulatória, manutenção da função pulmonar e motora até a fase pós operatória com prevenção e/ou tratamento de complicações respiratórias e motoras, realização de manobras de reexpansão pulmonar, higiene brônquica se necessário, alívio da dor e prevenção da limitação de amplitude de movimento.